Quarta-feira, 15 de Março de 2006

O PARQUE DA CIDADE

DECLARAÇÃO DE VOTO
Reunião da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim de 6 de Março de 2006


PONTO 8 – Apresentação e apreciação do Projecto “Parque da Cidade – 2ª. Fase do Parque Nascente – Área Lúdico-Desportiva”


1. Os Vereadores do Partido Socialista votam favoravelmente o Projecto “Parque da Cidade – 2ª. Fase do Parque Nascente – Área Lúdico-Desportiva, no âmbito da seguinte apreciação:

1.1. QUANTO À INTEGRAÇÃO NO ESTUDO GLOBAL DO PARQUE DA CIDADE
Não nos foram apresentados elementos que nos permitam compreender cabalmente o projecto no âmbito do plano global do Parque da Cidade, nomeadamente a sua integração com a área de lazer a poente.
O Plano de Urbanização prevê que entre o Parque Nascente e o Parque Poente venha a ser implantada uma via estruturante no sentido norte-sul vocacionada para a ligação de um futuro Parque Industrial a norte. Ou seja, uma via que, naturalmente, será utilizada por meios veículos que poderão causar alguma perturbação e insegurança numa zona que deve ser de sossego e tranquilidade. Nesse sentido, esta via não será instrumento de ligação, mas de separação entre as duas áreas de parque.
Os Vereadores do Partido Socialista recomendam à Câmara que, a propósito, sejam tomadas os cuidados conceptuais e técnicos necessários a assegurar o objectivo principal de criar uma efectiva zona de lazer.

1.2. CONCEITO
Os Vereadores do Partido Socialista concordam no essencial com o conceito do Parque Nascente: densa e diversificada protecção arbórea na periferia; clareira com depressão e lago no centro; percursos intermédios com estadias para repouso, convívio e contemplação dos utentes; aparcamento automóvel de apoio…
Recomendam à Câmara a criação de instalações sanitárias – que podem ser de funcionamento automático, com baixos custos de manutenção – num ou dois locais estrategicamente localizados. E recomendam a ponderação em criar, numa das estadias, uma pequena casa de chá, como complemento da actividade de ar livre.
Ainda no plano conceptual constatam que, à formalização das estadias, está associada uma unidade temática - a ruína -, que nada tem a ver com o lugar, uma vez que nessa área não existe uma única. Confrontado com a oportunidade deste empreendimento para se pensar em motivos inovadores, mais minimalistas, que pudessem fazer do Parque da Póvoa uma referência paisagística inédita de maior atractividade turística, o Prof. Sidónio Pardal reconheceu que não quis arriscar e que, ao ter seguido esta orientação, o fez por achar que funciona sempre como instrumento de criação de ambientes, à semelhança do que fez no Parque da Cidade do Porto.


1.3. Os Vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Póvoa de Varzim notam entretanto que:
- falta um PLANO DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DO MUNICÍPIO que faça o enquadramento do projecto, no âmbito do qual se enquadra esta obra e é condição de elegibilidade dos projectos, no âmbito do Artigo 6.º do Despacho n.º 165/SET/2003 de 14 de Fevereiro do Secretário de Estado do Turismo;
- falta definir o financiamento da obra. Nas GRANDES OPÇÕES DO PLANO E ORÇAMENTO – Documentos provisionais não está definido a origem do financiamento do Parque da Cidade – 2ª. Fase, nem para o Projecto (50.000 €), nem para a aquisição dos terrenos (2.100.000 €), nem para a Execução da Obra (3.700.000 €).
- há uma indicação contraditória quanto à candidatura deste empreendimento aos apoios do Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo (IFAT) . De facto, no relatório solicitado por nós e fornecido em 20 de Fevereiro de 2006, o Presidente da Câmara refere que já existe uma candidatura, que o valor global é de 6.262.500,00 € (que supõe o custo de aquisição dos terrenos e o custo de execução da obra), e para que se espera uma comparticipação de 90%, aguardando-se a sua aprovação. Não obstante, não há referência documental à Declaração de Relevância Turística emitida pela DGT/IFAT. Note-se que, embora todos desejemos obter a máxima comparticipação do Governo, no âmbito do Artigo 9.º (Critérios de avaliação dos projectos e intensidade de apoio), do Despacho n.º 165/SET/2003 de 14 de Fevereiro do SET, há dúvidas quanto à classificação da relevância turística como Muito Forte, condição necessária para uma intensidade de apoio entre 75 e 100%.
Por outro lado, na Informação Interna DEP 22/06, o Vereador do Pelouro informa que o projecto em apreço “está a ser organizado para candidatura às verbas da Zona de Jogo”.
- um suporte físico por adquirir. A área necessária à materialização 2ª. Fase do Parque Nascente – Área Lúdico-Desportiva é de 304.000,70 m2. A área adquirida é de 196.320,00 m2 (área actualmente ocupada pelo Estádio Municipal e pelos campos sintéticos), faltando adquirir 107.680,70 m2. Ou seja, o suporte físico necessário a este projecto está praticamente por adquirir.
O custo estimado para a aquisição do terreno, conforme a Informação Interna DEP 22/06 é de 2.582.000,00 €. No PPI 2006 não está definido o seu financiamento.
No âmbito da Portaria n.º 384/2002, de 10 de Abril e do Despacho n.º 165/SET/2003 de 14 de Fevereiro do Secretário de Estado do Turismo, a aquisição dos terrenos afectos à finalidade do projecto é uma despesa elegível.
Desconhece-se, no entanto, qualquer Plano de Aquisição concertado com os actuais proprietários que assegure que a obra possa ser executada sem sobressaltos e evite situações como a que acontece com a execução da Via B, em que foi feita a adjudicação da obra antes da aquisição e tomada de posse legal dos terrenos, estando a obra suspensa até à superação deste impedimento.

1.4. PRIORIDADE
No Programa Eleitoral apresentado aos Poveiros nas últimas eleições Autárquicas, o Partido Socialista elege como um dos compromissos prioritários para o mandato 2005-2009 completar a rede pública de abastecimento de água potável e saneamento do Concelho e resolver definitivamente a falta de tratamento de águas residuais. Neste sentido, propôs a elaboração de um Plano de Emergência para o Tratamento de Águas Residuais, por ser um imperativo de saúde pública, mas também um imperativo económico, atentas as consequências da falta de tratamento de esgotos na qualidade das águas do mar e dos ribeiros e das toalhas freáticas.
Também se propõe iniciar o arranjo paisagístico do Parque da Cidade, mas, evidentemente dá a este assunto uma prioridade menor relativamente à matéria anterior. Isto significa que, considerando os parcos recursos da Autarquia e as possibilidades de financiamento externo passíveis de candidatura, o Partido Socialista daria ênfase e maior prioridade à resolução da infra-estrutura de saneamento básico. Tanto mais que, já existem hoje na Póvoa um conjunto de equipamentos e espaços de lazer que vão contribuindo para a qualidade de vida local.
De facto, qual é o equipamento turístico estruturante de maior relevo na cidade da Póvoa de Varzim? A praia. O areal e o mar estão afectados pela contaminação dos esgotos. Em 2006 continuamos sem um sistema de tratamento das águas residuais.
Mas, no seu Programa Eleitoral, o PSD também considera em primeiro lugar a conclusão da rede de saneamento (v. Medida n.º 5: Obras estruturantes – um esforça a prosseguir). Só depois se propõe continuar o Parque da Cidade, expandindo a zona de lazer da cidade desportiva.
Afinal, ambos os Partidos estão de acordo com as medidas e desenvolver. A diferença está em que o PS cumpriria o seu compromisso eleitoral resolvendo em primeiro lugar as questões do saneamento e tratamento de esgotos, e o PSD, uma vez mais adiará a sua resolução para tempo imprevisto. Mesmo porque continua a alijar responsabilidades, alegando que, sem apoio do Governo Central não terá meios para resolver um problema que, concelhos do interior, mais pobres, há muito resolveram.
Os Vereadores Socialistas sabem e já demonstraram em reunião de Câmara que, ao contrário da ideia posta a correr, é possível candidatar ao apoio do Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo as obras de criação, qualificação e conservação de infra-estrutras (v. Artigo 2.º do Despacho n.º 165/SET/2003 de 14 de Fevereiro do SET), que podem gozar de relevância turística (v. Artigos 3.º e 7º. do mesmo Despacho), uma vez que, ao consolidarem a rede de infra-estruturas e equipamentos necessários à fruição dos recursos, contribuem para a atracção ou permanência de visitantes, para a satisfação das necessidades e expectativas decorrentes da visita.
Desmonta-se, assim, o frágil argumento da falta de verbas para resolver um problema básico que, 30 anos depois do 25 de Abril, ainda está por superar. Na verdade, se há disponibilidade política para gastar mais de 6.000.000 de euros na criação deste Parque, como se pode afirmar que não há meios financeiros para resolver definitivamente o tratamento de esgotos?

1.5. Em síntese, os Vereadores do Parido Socialista concordam com a intenção de criar um espaço de lazer com estas características genéricas e concordam genericamente com o Projecto elaborado pelo Prof. Sidónio Pardal, embora discordem da primazia dada à sua materialização num sistema de prioridades que deveria ter uma orientação mais estruturante e de resolução prévia das infra-estruturas básicas de todo o concelho.
Admitindo dar prioridade a este projecto – uma vez que a maioria PSD tem o poder bastante para o fazer -, na perspectiva que criar um espaço propiciador de qualidade de vida para os Poveiros, não só da cidade, mas de todo o concelho, os Vereadores socialistas recomendam à Câmara que o Concurso Público de Empreitada só deverá ser lançado e ter uma decisão conclusiva depois do Município ter assegurado a posse efectiva dos terrenos de suporte à materialização da obra, e de ter sido clarificado o seu financiamento, quer quanto ao montante, quer quanto à sua origem.




Os Vereadores da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

J.J.Silva Garcia
João Sousa Lima
Isabel Graça

Póvoa de Varzim, 2006.Março.6
publicado por ANTITUDO às 10:06
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DECLARAÇÃO DE VOTO
Reunião da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim de 6 de Março de 2006


PONTO 8 – Apresentação e apreciação do Projecto “Parque da Cidade – 2ª. Fase do Parque Nascente – Área Lúdico-Desportiva”


1. Os Vereadores do Partido Socialista votam favoravelmente o Projecto “Parque da Cidade – 2ª. Fase do Parque Nascente – Área Lúdico-Desportiva, no âmbito da seguinte apreciação:

1.1. QUANTO À INTEGRAÇÃO NO ESTUDO GLOBAL DO PARQUE DA CIDADE
Não nos foram apresentados elementos que nos permitam compreender cabalmente o projecto no âmbito do plano global do Parque da Cidade, nomeadamente a sua integração com a área de lazer a poente.
O Plano de Urbanização prevê que entre o Parque Nascente e o Parque Poente venha a ser implantada uma via estruturante no sentido norte-sul vocacionada para a ligação de um futuro Parque Industrial a norte. Ou seja, uma via que, naturalmente, será utilizada por meios veículos que poderão causar alguma perturbação e insegurança numa zona que deve ser de sossego e tranquilidade. Nesse sentido, esta via não será instrumento de ligação, mas de separação entre as duas áreas de parque.
Os Vereadores do Partido Socialista recomendam à Câmara que, a propósito, sejam tomadas os cuidados conceptuais e técnicos necessários a assegurar o objectivo principal de criar uma efectiva zona de lazer.

1.2. CONCEITO
Os Vereadores do Partido Socialista concordam no essencial com o conceito do Parque Nascente: densa e diversificada protecção arbórea na periferia; clareira com depressão e lago no centro; percursos intermédios com estadias para repouso, convívio e contemplação dos utentes; aparcamento automóvel de apoio…
Recomendam à Câmara a criação de instalações sanitárias – que podem ser de funcionamento automático, com baixos custos de manutenção – num ou dois locais estrategicamente localizados. E recomendam a ponderação em criar, numa das estadias, uma pequena casa de chá, como complemento da actividade de ar livre.
Ainda no plano conceptual constatam que, à formalização das estadias, está associada uma unidade temática - a ruína -, que nada tem a ver com o lugar, uma vez que nessa área não existe uma única. Confrontado com a oportunidade deste empreendimento para se pensar em motivos inovadores, mais minimalistas, que pudessem fazer do Parque da Póvoa uma referência paisagística inédita de maior atractividade turística, o Prof. Sidónio Pardal reconheceu que não quis arriscar e que, ao ter seguido esta orientação, o fez por achar que funciona sempre como instrumento de criação de ambientes, à semelhança do que fez no Parque da Cidade do Porto.


1.3. Os Vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Póvoa de Varzim notam entretanto que:
- falta um PLANO DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DO MUNICÍPIO que faça o enquadramento do projecto, no âmbito do qual se enquadra esta obra e é condição de elegibilidade dos projectos, no âmbito do Artigo 6.º do Despacho n.º 165/SET/2003 de 14 de Fevereiro do Secretário de Estado do Turismo;
- falta definir o financiamento da obra. Nas GRANDES OPÇÕES DO PLANO E ORÇAMENTO – Documentos provisionais não está definido a origem do financiamento do Parque da Cidade – 2ª. Fase, nem para o Projecto (50.000 €), nem para a aquisição dos terrenos (2.100.000 €), nem para a Execução da Obra (3.700.000 €).
- há uma indicação contraditória quanto à candidatura deste empreendimento aos apoios do Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo (IFAT) . De facto, no relatório solicitado por nós e fornecido em 20 de Fevereiro de 2006, o Presidente da Câmara refere que já existe uma candidatura, que o valor global é de 6.262.500,00 € (que supõe o custo de aquisição dos terrenos e o custo de execução da obra), e para que se espera uma comparticipação de 90%, aguardando-se a sua aprovação. Não obstante, não há referência documental à Declaração de Relevância Turística emitida pela DGT/IFAT. Note-se que, embora todos desejemos obter a máxima comparticipação do Governo, no âmbito do Artigo 9.º (Critérios de avaliação dos projectos e intensidade de apoio), do Despacho n.º 165/SET/2003 de 14 de Fevereiro do SET, há dúvidas quanto à classificação da relevância turística como Muito Forte, condição necessária para uma intensidade de apoio entre 75 e 100%.
Por outro lado, na Informação Interna DEP 22/06, o Vereador do Pelouro informa que o projecto em apreço “está a ser organizado para candidatura às verbas da Zona de Jogo”.
- um suporte físico por adquirir. A área necessária à materialização 2ª. Fase do Parque Nascente – Área Lúdico-Desportiva é de 304.000,70 m2. A área adquirida é de 196.320,00 m2 (área actualmente ocupada pelo Estádio Municipal e pelos campos sintéticos), faltando adquirir 107.680,70 m2. Ou seja, o suporte físico necessário a este projecto está praticamente por adquirir.
O custo estimado para a aquisição do terreno, conforme a Informação Interna DEP 22/06 é de 2.582.000,00 €. No PPI 2006 não está definido o seu financiamento.
No âmbito da Portaria n.º 384/2002, de 10 de Abril e do Despacho n.º 165/SET/2003 de 14 de Fevereiro do Secretário de Estado do Turismo, a aquisição dos terrenos afectos à finalidade do projecto é uma despesa elegível.
Desconhece-se, no entanto, qualquer Plano de Aquisição concertado com os actuais proprietários que assegure que a obra possa ser executada sem sobressaltos e evite situações como a que acontece com a execução da Via B, em que foi feita a adjudicação da obra antes da aquisição e tomada de posse legal dos terrenos, estando a obra suspensa até à superação deste impedimento.

1.4. PRIORIDADE
No Programa Eleitoral apresentado aos Poveiros nas últimas eleições Autárquicas, o Partido Socialista elege como um dos compromissos prioritários para o mandato 2005-2009 completar a rede pública de abastecimento de água potável e saneamento do Concelho e resolver definitivamente a falta de tratamento de águas residuais. Neste sentido, propôs a elaboração de um Plano de Emergência para o Tratamento de Águas Residuais, por ser um imperativo de saúde pública, mas também um imperativo económico, atentas as consequências da falta de tratamento de esgotos na qualidade das águas do mar e dos ribeiros e das toalhas freáticas.
Também se propõe iniciar o arranjo paisagístico do Parque da Cidade, mas, evidentemente dá a este assunto uma prioridade menor relativamente à matéria anterior. Isto significa que, considerando os parcos recursos da Autarquia e as possibilidades de financiamento externo passíveis de candidatura, o Partido Socialista daria ênfase e maior prioridade à resolução da infra-estrutura de saneamento básico. Tanto mais que, já existem hoje na Póvoa um conjunto de equipamentos e espaços de lazer que vão contribuindo para a qualidade de vida local.
De facto, qual é o equipamento turístico estruturante de maior relevo na cidade da Póvoa de Varzim? A praia. O areal e o mar estão afectados pela contaminação dos esgotos. Em 2006 continuamos sem um sistema de tratamento das águas residuais.
Mas, no seu Programa Eleitoral, o PSD também considera em primeiro lugar a conclusão da rede de saneamento (v. Medida n.º 5: Obras estruturantes – um esforça a prosseguir). Só depois se propõe continuar o Parque da Cidade, expandindo a zona de lazer da cidade desportiva.
Afinal, ambos os Partidos estão de acordo com as medidas e desenvolver. A diferença está em que o PS cumpriria o seu compromisso eleitoral resolvendo em primeiro lugar as questões do saneamento e tratamento de esgotos, e o PSD, uma vez mais adiará a sua resolução para tempo imprevisto. Mesmo porque continua a alijar responsabilidades, alegando que, sem apoio do Governo Central não terá meios para resolver um problema que, concelhos do interior, mais pobres, há muito resolveram.
Os Vereadores Socialistas sabem e já demonstraram em reunião de Câmara que, ao contrário da ideia posta a correr, é possível candidatar ao apoio do Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo as obras de criação, qualificação e conservação de infra-estrutras (v. Artigo 2.º do Despacho n.º 165/SET/2003 de 14 de Fevereiro do SET), que podem gozar de relevância turística (v. Artigos 3.º e 7º. do mesmo Despacho), uma vez que, ao consolidarem a rede de infra-estruturas e equipamentos necessários à fruição dos recursos, contribuem para a atracção ou permanência de visitantes, para a satisfação das necessidades e expectativas decorrentes da visita.
Desmonta-se, assim, o frágil argumento da falta de verbas para resolver um problema básico que, 30 anos depois do 25 de Abril, ainda está por superar. Na verdade, se há disponibilidade política para gastar mais de 6.000.000 de euros na criação deste Parque, como se pode afirmar que não há meios financeiros para resolver definitivamente o tratamento de esgotos?

1.5. Em síntese, os Vereadores do Parido Socialista concordam com a intenção de criar um espaço de lazer com estas características genéricas e concordam genericamente com o Projecto elaborado pelo Prof. Sidónio Pardal, embora discordem da primazia dada à sua materialização num sistema de prioridades que deveria ter uma orientação mais estruturante e de resolução prévia das infra-estruturas básicas de todo o concelho.
Admitindo dar prioridade a este projecto – uma vez que a maioria PSD tem o poder bastante para o fazer -, na perspectiva que criar um espaço propiciador de qualidade de vida para os Poveiros, não só da cidade, mas de todo o concelho, os Vereadores socialistas recomendam à Câmara que o Concurso Público de Empreitada só deverá ser lançado e ter uma decisão conclusiva depois do Município ter assegurado a posse efectiva dos terrenos de suporte à materialização da obra, e de ter sido clarificado o seu financiamento, quer quanto ao montante, quer quanto à sua origem.




Os Vereadores da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

J.J.Silva Garcia
João Sousa Lima
Isabel Graça

Póvoa de Varzim, 2006.Março.6
publicado por ANTITUDO às 02:06
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Quinta-feira, 9 de Março de 2006

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cerebral palsy attorneys
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FONTE: Bissemanário FOLHA 8


Os bastidores mafiosos da “agonia de Sócrates” O PIB da Alemanha de Angela Merkel representa, nesta altura, qualquer coisa como 29 por cento da chamada zona euro. Pretende a senhora Merkel recolocar a Alemanha, em termos de crescimento económico, entre os três primeiros da Europa. Merkel apresentou, já, o seu programa, um pacote de medidas básicas. Em Portugal, Cavaco foi conversar com Sampaio para “saber coisas” e preparar a mudança de guarda-roupa. Não passa pela cabeça de Cavaco recomendar ao inacreditável Sócrates, “chefe de governo”, que os “socialistas” empurrem, economicamente, Portugal, até colocar o país entre os quatro ou cinco, ou seis primeiros da Europa. Enquanto teve três pares de colónias, Portugal demonstrou abundantemente a sua falta de imaginação e criatividade. Depois do “25 de Abril de 1974” assumiu, definitivamente, com algum espalhafato, a sua falta de imaginação. Os políticos de centro e de direita juravam, mentirosos, que Portugal iria ser como a França. Mas o país, a nível humano, não reciclou nada. Não se preparou, não se ”defendeu” da Europa. Portugal, que possui muita gente boa, não deveria minimamente tentar imitar seja quem fôr. Deveria, antes do mais, medir-se. Situar-se. É pequeno, mas pode caminhar. As cidades e vilas deveriam ser paradigmas ambientais e culturais. O pouco dinheiro, com honestidade e imaginação pode gerar prosperidade e bem-estar. Em vez de vender aos espanhóis os melhores edifícios das sua joia da coroa urbanística (a “Baixa pombalina”), de vender a gregos e troianos o melhor do Alentejo, por exemplo, Portugal deveria revitalizar todo esse invejável património para poder referi-lo no exterior como património seu, realmente seu. Se Viena vendesse às empresas do fascista Dick Cheney as prendas mais pulcras o seu casco histórico, a cidade mostraria carácter e turismo emprestados. Portugal deixou-se alugar. Deixou-se leiloar, na Uniao Europeia. Vendeu-se, ominosamente. Defenestrou a sua relativa riqueza. Arruinou os caminhos de ferro que davam alma, poesia e atracção turística ao seu interior. Não modernizou (Cavaco!Cavaco!Cavaco!) a força laboral. Não soube integrar os estratos mais frágeis da sua população. Não cuidou das suas fronteiras. Fez do Alagarve um casino de malfeitores, uma gruta de negócios escuros e recreios artificiais. Proletarizou o Minho e tornou-se animador de bordéis e compincha de bandoleiros locais e estrangeiros. Como é sabido em toda a “nova” Europa, com Sartre ou sem Sartre, com Berlinguer ou sem Berlinguer, com Mitterrand ou sem Mitterrand, o debate, agora, gravita exclusivamente no “problema das esquerdas”. As mais ou menos repugnantes direitas e extremas-direitas continuam a querer tramar as mayorías. Porém, estranhamente, fazem-se cada vez mais invisíveis. Manejam a dinheirama. Moldam a tal “economia”. E nao desistem. Em Espanha, eterno celeiro da ideologia franquista, as sondagens actuais já só garantem ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que governa, um pontinho de vantagem sobre o lamentável PP (Partido Popular). Isto, para a Europa e o mundo “civilizado”, é um exemplo vergonhoso e preocupante de estupidez e embrutecimento mentais. Portugal prepara-se, alegremente, para o seu próprio tzunami final. Via Internet, recebo no México o texto de um alegado “manifesto” saído dos bastidores daquilo que eu classifico de “bastidores da agonia de Sócrates”. O texto, costurado antes das Presidenciais, e dirigido ao potencial eleitorado socialista, aconselhava as pessoas a tramarem Soares, em primeiro lugar, e também Alegre. Porque, argumentava o inspirador do “manifesto”, tão pouco conviria a Sócrates ter de apoiar Alegre no caso de uma hipotética segunda volta…!Que Angola saiba escolher os seus parceiros no exterior, eis os meus mais ardentes votos.Por Luis Ferreira

publicado por ANTITUDO às 10:12
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Quarta-feira, 8 de Março de 2006

LINUX e ........M I T

O nome Linux surgiu da mistura de Linus + Unix. Linus é o nome do criador do Linux, Linus Torvalds.


A origem do Unix tem ligação com o sistema operacional Multics, projetado na década de 1960. Esse projeto era realizado pelo Massachusets Institute of Technology (MIT), pela General Eletric (GE) e pelos laboratórios Bell (Bell Labs) e American Telephone na Telegraph (AT&T). A intenção era de que o Multics tivesse características de tempo compartilhado (vários usuários compartilhando os recursos de um único computador), sendo assim, o sistema mais arrojado da época. Em 1969, já exisita uma versão do Multics rodando num computador GE645.] Ken Thompsom era um pesquisador do Multics e trabalhava na Bell Labs. No entanto, a empresa se retirou do projeto tempos depois, mas ele continuou seus estudos no sistema. Desde então, sua idéia não era continuar no Multics original e sim criar algo menor, mas que conservasse as idéias básicas do sistema. A partir daí, começa a saga do sistema Unix. Brian Kernighan, também pesquisador da Bell Labs, foi quem deu esse nome. Em 1973, outro pesquisador da Bell Labs, Dennis Ritchie, rescreveu todo o sistema Unix numa linguagem de alto nível, chamada C, desenvolvida por ele mesmo. Por causa disso, o sistema passou a ter grande aceitação por usuários externos à Bell Labs. Entre 1977 e 1981, a AT&T, alterou o Unix, fazendo algumas mudanças particulares e lançou o System III. Em 1983, após mais uma série de modificações, foi lançado o conhecido Unix System IV, que passou a ser vendido. Até hoje esse sistema é usado no mercado, tornando-se o padrão internacional do Unix. Esse sistema é comercializado por empresas como IBM, HP, Sun, etc. O Unix, é um sistema operacional muito caro e é usado em computadores poderosos (como mainframes) por diversas multinacionais.
publicado por ANTITUDO às 19:26
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O nome Linux surgiu da mistura de Linus + Unix. Linus é o nome do criador do Linux, Linus Torvalds.


A origem do Unix tem ligação com o sistema operacional Multics, projetado na década de 1960. Esse projeto era realizado pelo Massachusets Institute of Technology (MIT), pela General Eletric (GE) e pelos laboratórios Bell (Bell Labs) e American Telephone na Telegraph (AT&T). A intenção era de que o Multics tivesse características de tempo compartilhado (vários usuários compartilhando os recursos de um único computador), sendo assim, o sistema mais arrojado da época. Em 1969, já exisita uma versão do Multics rodando num computador GE645.] Ken Thompsom era um pesquisador do Multics e trabalhava na Bell Labs. No entanto, a empresa se retirou do projeto tempos depois, mas ele continuou seus estudos no sistema. Desde então, sua idéia não era continuar no Multics original e sim criar algo menor, mas que conservasse as idéias básicas do sistema. A partir daí, começa a saga do sistema Unix. Brian Kernighan, também pesquisador da Bell Labs, foi quem deu esse nome. Em 1973, outro pesquisador da Bell Labs, Dennis Ritchie, rescreveu todo o sistema Unix numa linguagem de alto nível, chamada C, desenvolvida por ele mesmo. Por causa disso, o sistema passou a ter grande aceitação por usuários externos à Bell Labs. Entre 1977 e 1981, a AT&T, alterou o Unix, fazendo algumas mudanças particulares e lançou o System III. Em 1983, após mais uma série de modificações, foi lançado o conhecido Unix System IV, que passou a ser vendido. Até hoje esse sistema é usado no mercado, tornando-se o padrão internacional do Unix. Esse sistema é comercializado por empresas como IBM, HP, Sun, etc. O Unix, é um sistema operacional muito caro e é usado em computadores poderosos (como mainframes) por diversas multinacionais.
publicado por ANTITUDO às 11:26
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Segunda-feira, 6 de Março de 2006

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ESTE POVEIRINHO DE GEMA É O MEU CASSULE...
...Angolusobrasileiro...Eh! Eh!
publicado por ANTITUDO às 02:15
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Domingo, 5 de Março de 2006

COM ENERGIA: Editorial

COM ENERGIA: Editorial
publicado por ANTITUDO às 19:45
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COM ENERGIA: Editorial
publicado por ANTITUDO às 11:45
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UNIPOL com energia


ISO standards categorized by the ISO International Classification for Standards (ICS)
ISO standards qualify for up to 20% discount on ISO standards and documents in the ISO department
To browse a specific ISO ICS category, choose from one of the links below.
To find a specific ISO standard by using the ICS designation or ISO title, use the search box on the top left portion of this page.
ISO ICS01 GENERALITIES. TERMINOLOGY. STANDARDIZATION. DOCUMENTATION.
ISO ICS 03 COMPANY ORGANIZATION AND MANAGEMENT. (Excludes ISO 9000)
ISO ICS 03.120.10 - ISO 9000 and 10000- QUALITY MANAGEMENT and ASSURANCE
ISO ICS 07 MATHEMATICS. NATURAL SCIENCES
ISO ICS 11 HEALTH CARE TECHNOLOGY
ISO ICS 13 ENVIRONMENT. HEALTH PROTECTION. SAFETY (Excludes ISO 14000)
ISO ICS 13.020 - ISO 14000 - ENVIRONMENTAL MANAGEMENT
ISO ICS 17 METROLOGY AND MEASUREMENT. PHYSICAL PHENOMENA
ISO ICS 19 TESTING
ISO ICS 21 MECHANICAL SYSTEMS AND COMPONENTS FOR GENERAL USE
ISO ICS 23 FLUID SYSTEMS AND COMPONENTS FOR GENERAL USE
ISO ICS 25 MANUFACTURING ENGINEERING
ISO ICS 27 ENERGY AND HEAT TRANSFER ENGINEERING
ISO ICS 29 ELECTRICAL ENGINEERING
ISO ICS 31 ELECTRONICS (Laser Equipment, etc.)
ISO ICS 33 TELECOMMUNICATIONS. AUDIO AND VIDEO ENGINEERING
ISO ICS 35 INFORMATION TECHNOLOGY (excludes JTC1)
ISO ICS 37 IMAGE TECHNOLOGY
ISO ICS 39 PRECISION MECHANICS. JEWELRY
ISO ICS 43 ROAD VEHICLE ENGINEERING
ISO ICS 45 RAILWAY ENGINEERING
ISO ICS 47 SHIPBUILDING AND MARINE STRUCTURES
ISO ICS 49 AIRCRAFT AND SPACE VEHICLE ENGINEERING
ISO ICS 53 MATERIALS HANDLING EQUIPMENT
ISO ICS 55 PACKAGING AND DISTRIBUTION OF GOODS
ISO ICS 59 TEXTILE AND LEATHER TECHNOLOGY
ISO ICS 61 CLOTHING INDUSTRY
ISO ICS 65 AGRICULTURE
ISO ICS 67 FOOD TECHNOLOGY
ISO ICS 71 CHEMICAL TECHNOLOGY
ISO ICS 73 MINING AND MINERALS
ISO ICS 75 PETROLEUM AND RELATED TECHNOLOGIES
ISO ICS 77 METALLURGY (Ferrous and Non-Ferrous Metals, etc.)
ISO ICS 79 WOOD TECHNOLOGY
ISO ICS 81 GLASS AND CERAMICS INDUSTRIES
ISO ICS 83 RUBBER AND PLASTICS INDUSTRIES
ISO ICS 85 PAPER TECHNOLOGY
ISO ICS 87 PAINT AND COLOR INDUSTRIES
ISO ICS 91 CONSTRUCTION MATERIALS AND BUILDING
ISO ICS 93 CIVIL ENGINEERING
ISO ICS 95 MILITARY ENGINEERING
ISO ICS 97 DOMESTIC AND COMMERCIAL EQUIPMENT. ENTERTAINMENT. SPORTS
ISO-IEC JTC1 IT STANDARDS
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COM ENERGIA
blog existêncialista e metafisico, coerente e contraditório
Editorial
ENERGICAMENTE
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